sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Alvorecer que trouxe uma Estrela
O alvorecer possui o encanto, a magia, a real certeza que a partir daquele momento tudo será diferente, novo, e que com certeza todos os sonhos serão realizados, os problemas solucionados e as tristezas juntamente com as decepções estarão dissipadas.
Estas eram as certezas que tinha no dia 15 de outubro de um certo ano, navegando sobre as águas do rio Piraim, no Pantanal Mato-grossense, as quais a magia não fora encantadora como previa. Esse encantamento natural não conseguiu harmonizar quem celebrava mais um ano de sua existência, e o primeiro de sua independência.
Porém, um alvorecer paulistano, com seus tons cinzentos, com vento cortante, garoa gelada, pode ter um encantamento muito, mas muito maior que o amanhecer multicores capturado na imagem... Era um dia 6 de junho de 1975... Depois desse raiar de dia, o sol brilhou... O azul celeste surgiu e uma estrela nasceu... A primeira de minha constelação recebeu o nome de Simone Magalhães Moraes, pele ligeiramente morena, cabelos negros, olhos grandes, intensos e com brilho que nos dava a impressão que iria transpor a nossa alma...
Esta criança, adolescente, mulher, mãe... Traz em si um brilho ímpar... Sensibilidade, romantismo, companheirismo... Consegue tornar em versos suas dores, amores e dissabores. Além de possuir a capacidade de sentir o momento mágico do alvorecer da natureza, da sua vida e, sobretudo a de outrem.
Para mim fica uma certeza: seu brilho estrelar será eterno e está marcado nos olhos de muitas pessoas e em meu âmago.
Estas eram as certezas que tinha no dia 15 de outubro de um certo ano, navegando sobre as águas do rio Piraim, no Pantanal Mato-grossense, as quais a magia não fora encantadora como previa. Esse encantamento natural não conseguiu harmonizar quem celebrava mais um ano de sua existência, e o primeiro de sua independência.
Porém, um alvorecer paulistano, com seus tons cinzentos, com vento cortante, garoa gelada, pode ter um encantamento muito, mas muito maior que o amanhecer multicores capturado na imagem... Era um dia 6 de junho de 1975... Depois desse raiar de dia, o sol brilhou... O azul celeste surgiu e uma estrela nasceu... A primeira de minha constelação recebeu o nome de Simone Magalhães Moraes, pele ligeiramente morena, cabelos negros, olhos grandes, intensos e com brilho que nos dava a impressão que iria transpor a nossa alma...
Esta criança, adolescente, mulher, mãe... Traz em si um brilho ímpar... Sensibilidade, romantismo, companheirismo... Consegue tornar em versos suas dores, amores e dissabores. Além de possuir a capacidade de sentir o momento mágico do alvorecer da natureza, da sua vida e, sobretudo a de outrem.
Para mim fica uma certeza: seu brilho estrelar será eterno e está marcado nos olhos de muitas pessoas e em meu âmago.
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Caminho de Casa
Esse caminho me leva ao início de minha vida, ou até mesmo, bem, mas bem mesmo antes dela...
Nasci em 5 de junho, mesmo dia que meu pai, na década de 50. Tinha como um “quase babá” meu irmão seis anos mais velho, Antonio Flauzino Santiago. Este me dava banho, me deixava comer em seu prato... Que delícia de comida toda bem amassada... Lavava minhas roupinhas, sendo que num dia lavou sete calcinhas e as estendeu enfileiradas; me fez um banquinho de madeira... E creiam, ainda existe!
Nasci em 5 de junho, mesmo dia que meu pai, na década de 50. Tinha como um “quase babá” meu irmão seis anos mais velho, Antonio Flauzino Santiago. Este me dava banho, me deixava comer em seu prato... Que delícia de comida toda bem amassada... Lavava minhas roupinhas, sendo que num dia lavou sete calcinhas e as estendeu enfileiradas; me fez um banquinho de madeira... E creiam, ainda existe!
Ao Toninho, por ser o mais velho, lhe era designado as responsabilidades de cuidar de mim. Já as brincadeiras e peraltices feitas com e para mim, eram de responsabilidade de João Luiz Yera Magalhães, meu irmão sanduíche, quatro anos mais velho.
Fomos, e ainda somos, parceiros; cúmplices para nos proteger das broncas e surras levadas ou prometidas pela mamãe.
Cresci, querendo ou não... E quando era púbere, recebia nas férias, que duravam 3 meses no verão e um mês no inverno, meus primos Veralice Dias Hiera (Verinha) e Nelson Luis Dias Hiera (Preto). Ela, apenas alguns dias mais velha que eu; e ele, 4 anos...
A fase melhor, mais feliz, mais encantadora de minha existência fora essa. Com Verinha dividia as tristezas, revoltas, os trabalhos caseiros, os cigarros, as caipirinhas, as piadas, os sonhos, as músicas, as palavras cruzadas, os gibis, as revistas Sétimo-céu, Capricho (que traziam as fotonovelas), os esmaltes (berimbau, praia), os modess, as blusas de modelo frente-única... Enfim... era a minha irmã. Nunca ficamos de “mal”! Curtimos esses momentos até quando tínhamos 16 anos.
O Preto: era meu defensor, meu companheiro, dividia as tarefas pesadas e chatas comigo, me cobria de atenção... A primeira pessoa que me tratou como mulher, que tentou me ensinar a arte de beijar, que prometeu casar-se comigo... E entre umas férias e outra, desapareceu... A últimas férias que passamos juntos eu tinha 11 anos. Voltei a vê-lo quase 30 anos depois... Bem e aí começa outra história, que ainda não foi escrito a palavra FIM.
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